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UFG aprova a criação de seis cursos para 2013

A universidade oferecerá três cursos em Goiânia e três nos câmpus do interior.

A Universidade Federal de Goiás terá novidades para o ano de 2013. Foi aprovada a criação de cinco novos cursos que serão oferecidos no processo seletivo 2013/1, e um curso para o processo seletivo 2013/2, com o total de 340 novas vagas.

Os cursos criados são: Engenharia Física (25 vagas) e Física Médica (25 vagas),  ligados ao Instituto de Física (IF); Relações Internacionais (40 vagas), ligado à Faculdade de Ciências Sociais (FCS); bacharelado em Filosofia (50 vagas) e Administração (40 vagas),  ligados ao Câmpus Cidade de Goiás; e o curso de Administração Pública (240 vagas), na modalidade Ensino a Distância (EAD), com a coordenação do curso ligada ao Câmpus Catalão.

Segundo a pró-reitora de Graduação, Sandramara Matias Chaves, a criação desses cursos é extremamente importante para uma universidade pública, já que esta possui o compromisso de formar profissionais bem qualificados para a sociedade. Ela lembra que os cursos foram criados por iniciativa das próprias unidades acadêmicas. “Isso mostra o interesse que elas têm de ampliar suas vagas, ofertar novos cursos, e  seu compromisso com o papel e a função social da universidade”, diz a pró-reitora.

Com exceção do curso de Administração do Câmpus Cidade de Goiás que possui recursos do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), e o curso de Administração Pública EAD, que possui recursos de edital específico do MEC, os demais cursos serão implantados com recursos da própria universidade.

Os cursos

O curso de bacharelado em Administração Pública EAD foi uma resposta ao edital de 2012 do Programa Nacional de Formação em Administração Pública (PNAP), criado pelo Ministério da Educação (MEC). O programa envolve não só o curso de bacharelado, mas também três cursos de especialização em Gestão Pública, Gestão Pública Municipal e Gestão em Saúde. O objetivo é a qualificação do quadro de funcionários atuantes na gestão do Estado brasileiro em suas várias áreas administrativas, principalmente no interior do país, por meio de polos do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). O curso de graduação na UFG estará vinculado ao Câmpus Catalão e atenderá seis polos/municípios: Alto Paraíso de Goiás, Aparecida de Goiânia, Catalão, Goianésia, Mineiros e São Simão.

O Câmpus Cidade de Goiás atualmente conta com três cursos: Direito, Serviço Social, e  licenciatura em Filosofia, para a formação de professores. A comunidade acadêmica local percebeu  a necessidade de expandir a licenciatura em Filosofia e complementar o campo de atuação dos profissionais da área, permitindo que eles possam se tornar também pesquisadores. Assim, o bacharelado em Filosofia foi solicitado e aceito, podendo dessa forma contribuir para aumentar o número de egressos do curso de licenciatura já existente. Essa modalidade estará disponível apenas no processo seletivo 2013/2.

Já o curso de Administração oferecido no mesmo câmpus tem como principal  objetivo privilegiar a população do Vale do Rio Vermelho, já que não existe o curso na região. O enfoque será a gestão pública e sociocultural. Segundo o diretor do Câmpus Cidade de Goiás, Gonzalo Armijos, “nos mais de três anos que estou como diretor, tenho visto o impacto social e econômico que significou para a cidade e região a criação desse câmpus, com mais de uma centena de pessoas novas chegando todo ano à cidade para começar seus estudos”, afirma.

Segundo o diretor, no final do semestre passado, foi decidido o local em que serão construídos um auditório e uma biblioteca, que deve atender aproximadamente, 10 cursos previstos para  até 2020.

Atualmente a região Centro-Oeste possui 13 cursos de Relações Internacionais, sendo 10 localizados no Distrito Federal, dois no Mato Grosso do Sul, e um em Goiás oferecido pela PUC-Goiás. O crescimento na balança comercial, a inclusão das missões comerciais como principal política pública de comércio exterior por iniciativa do governo, e a assinatura de acordos com organismos internacionais tornam a presença de profissionais capacitados em empresas, governos, universidades e demais instituições uma necessidade profissional. Sensível a esse contexto, a Faculdade de Ciências Sociais (FCS), contando com o apoio das Faculdade de História (FH), Faculdade de Administração e Ciências Econômicas (FACE), Faculdade de Direito e a Faculdade de Letras elaboraram a proposta de criação do curso, a ser desenvolvido com base em três linhas: Comércio exterior, Cooperação e internacionalização, e Política internacional e inserção da América Latina.

Para o diretor da Faculdade de Ciências Sociais, Luiz Mello, a criação do curso de Relações Internacionais é também o resultado da demanda de muitas pessoas que gostariam de estudar em uma universidade pública e gratuita.  “Vivemos em um mundo cada vez mais globalizado, sendo fundamental a criação de um curso que tem por objetivo principal o aprofundamento dos debates teóricos e das análises críticas acerca da intensa circulação de pessoas, ideias e mercadorias, bem como das alianças e conflitos entre países e povos”, afirma.

Tanto o curso de  Física Médica quanto o de Engenharia Física são novidades no estado de Goiás. Goiânia possui grandes hospitais de referência nacional. Segundo o diretor do Instituto de Física da UFG, Fernando Pelegrini, todos os hospitais modernos usam várias técnicas desenvolvidas em laboratórios de pesquisa básica em Física, como a ressonância magnética nuclear, tomógrafos, lasers e os raios X. O fato é que os hospitais se tornaram cada vez mais dependentes de uma série de técnicas que os médicos não dominam. A ideia do curso de Física Médica, portanto, é formar um profissional responsável por desenvolver pesquisas básicas na área de Física Aplicada à Medicina e Biologia, ou atuar no mercado de trabalho desenvolvendo novos equipamentos para tratamentos e diagnósticos médicos. Segundo o professor Sílvio Leão Vieira, “a Física Médica  usa técnicas de física experimental e teórica, para aplicações terapêuticas e diagnósticas”, explica.

Já Engenharia Física supre novas áreas de atuação relacionadas principalmente à nanociência, nanomateriais e nanotecnologia, ligadas à pesquisa básica em física, química e materiais. O curso de Engenharia Física terá por objetivo formar profissionais para trabalhar no desenvolvimento, fabricação e aplicações de dispositivos tecnológicos avançados, com foco naqueles derivados das propriedades da Matéria Condensada (por exemplo, a nanotecnologia), e também nos diversos campos da engenharia e de processos tecnológicos que requeiram uma rica formação em física.


Ambos os cursos buscam suprir um mercado carente de profissionais especializados nas relações existentes entre a física, a medicina e a engenharia.  A duração de cada curso é de cinco anos.

Entenda como atuam os profissionais em cada área

Relações Internacionais 
O profissional formado em Relações Internacionais é responsável por refletir criticamente e atuar no âmbito das relações entre povos, nações e empresas. Sua função é contribuir para facilitar acordos de diversas áreas, como a política, a militar, a econômica e a cultural. Pode trabalhar em ministérios, embaixadas e consulados, grandes empresas, bancos e ONGs. 

Administração
O administrador é o profissional responsável pelo planejamento das estratégias e pelo gerenciamento do dia a dia de uma empresa. Ele ajuda a definir, a analisar e a cumprir as metas da organização. Esse profissional trabalha nos mais diversos setores - de hospitais, fábricas e escolas a ONGs, empresas do setor público e aquelas dedicadas ao comércio pela internet.

Física Médica
O físico médico busca aprimorar e desenvolver novas formas de diagnóstico e terapia, além de estudar como o corpo humano interage com as diferentes formas de energia. Possui como áreas de atuação instituições de ensino e pesquisa, hospitais, clínicas,  empresas públicas e privadas e indústrias da área biomédica.

Engenharia Física
O engenheiro físico pode criar, desenvolver e aplicar dispositivos que utilizam raios laser em equipamentos médicos e biomédicos. Pode atuar, ainda, nas áreas de eletrônica, ótica linear e não linear, novos materiais, energia e meio ambiente. O bacharel se encaixa em diversos setores, principalmente nos de nanotecnologias, energias renováveis, instrumentação médica e biomédica, meio ambiente e transporte. Empresas como Petrobrás, Agilent, Alcoa, Motorola, 3M e Siemens são algumas que costumam abrir vagas.

Administração Pública 
Os profissionais são habilitados para a execução do planejamento e da gestão de políticas públicas, a implementação de programas de responsabilidade social, a gestão de organizações sociais e a elaboração de programas governamentais. Também são requisitados para atuar em agências reguladoras e de fomento social. Consultoria, Gestão de Projetos, Gestão de Tecnologia da Informação e Construção Civil são setores que mais demandam esse profissional.


Bacharelado em Filosofia 
O filósofo dedica-se a investigar e a questionar com profundidade e rigor metodológico a essência e a natureza do universo, do homem e de fatos. Estuda as grandes correntes do pensamento e a obra dos filósofos. Faz reflexões sobre questões éticas, políticas, metafísicas e epistemológicas, além de buscar compreensão teórica de conceitos, como os de espaço, tempo, verdade, consciência e existência. Quanto a área de atuação a carreira acadêmica é uma das opções que surgem ainda durante a graduação. Mas este profissional também tem sido requisitado a trabalhar em Comissões de Ética, escolas, editoras, meios de comunicação, empresas, movimentos sociais, ONG's e partidos políticos.
Fonte: Guia do Estudante (guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/) e coordenações dos cursos

Anamaria Rodrigues
Fonte : Ascom UFG
http://www.jornalufgonline.ufg.br/pages/39949

 

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